Modelo de negócio do Instagram

Modelo de Negócio do Instagram

O Modelo de Negócio do Instagram é do tipo plataforma multilateral pois atende, ao mesmo tempo, dois segmentos de clientes interdependentes entre si: internautas e anunciantes. Os internautas são atraídos pelo serviço gratuito, como em um modelo de Isca e Anzol
e os anunciantes pagam para anunciar via um modelo de leilão.

Como você já deve saber, o Instagram é um aplicativo de rede social gratuito que permite que os seus usuários compartilhem fotos e vídeos com aplicação de filtros, legenda, localização, entre outros. Assim como outras redes sociais, o usuário precisa criar um perfil dentro do app para se conectar a outras pessoas.

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O Instagram virou a rede de compartilhamento de imagens número um no mundo, devido à revolução mobile. Enquanto o Facebook, por exemplo, funcionava melhor em um navegador de internet – devido à variedade de recursos da rede –, o Insta (como ele é carinhosamente chamado por seus adeptos) só precisava de um celular com acesso à internet, graças à sua simplicidade.

Desde sua criação, há quase dez anos, o modelo de negócios do Instagram é o mesmo: compartilhamento gratuito de imagens. No entanto, a maneira como o seu algoritmo passou a gerar receita para empresa evoluiu rapidamente nessa década. Veja por si mesmo!

Uma breve história do Instagram

Instagram

O Instagram não nasceu como o conhecemos hoje – sequer com esse nome! Kevin Systrom, o criador do app, havia desenvolvido o Burbn, um aplicativo para realizar check-ins. Mike Krieger – cofundador do Insta – era um usuário avançado do Burbn e, juntos, eles começaram a trabalhar na melhoria do projeto, que não decolava.

Systrom e Krieger perceberam, então, que as pessoas achavam boba a ideia de divulgar o local onde estavam, mas que curtiam o recurso adicional: de postar fotos do que estavam fazendo nesses lugares. Os fundadores, portanto, chegaram ao Instagram retirando recursos do Burbn. Simplificaram o aplicativo para manter apenas a parte da foto.

O lançamento do Instagram foi explosivo: cruzou a barreira dos 10 mil usuários apenas nas primeiras horas. No fim do dia, Systrom chegou a pensar que estava contado errado, tamanha a surpresa que os números causavam.

Talvez o maior motivo do sucesso foi o fato de que, em 2010, quando o Instagram foi lançado como tal, as câmeras dos telefones não tinham a qualidade de hoje. Mas o app era capaz de transformá-las com filtros criativos. Isso, dentro de uma rede social simples, leve e intuitiva.

Pouco tempo após o seu lançamento, o Instagram já atropelava concorrentes como Twitter e Snapchat. Em dois meses, já eram um milhão de usuários. E não demorou muito para que Mark Zuckerberg e companhia percebessem o potencial da rede.

Em 2012, o Instagram foi adquirido pelo Facebook por um bilhão de dólares. E a rede de Mark transformou o app que não gerava receitas em seus dois primeiros anos, em uma máquina de fazer dinheiro.

Em 2018, os fundadores Systrom e Krieger abandonaram o projeto, quando o processo de integração entre ambas as redes se fortalecia. Hoje, a rede tem mais de um bilhão de usuários e uma valuation estimada em 100 bilhões de dólares.

Linha do tempo das fontes de receita do Instagram

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Até o final do ano de 2013, o Instagram ainda não continha publicidade e, portanto, não possuía nenhuma fonte de receita em seu modelo de negócios. Mas, entre 2013 e 2014 a rede introduziu anúncios na plataforma. Desde então, o aplicativo montou toda uma estrutura para geração de receitas. Acompanhe a linha do tempo abaixo:

  • 03/10/2013: incorpora anúncios na plataforma;
  • 12/12/2013: apresenta o Direct, que permite enviar fotos e mensagens para pessoas de maneira privativa;
  • 02/08/2016: lança as Histórias (Stories), um recurso copiado do Snapchat, com fotos e vídeos que expiram automaticamente em 24 horas;
  • 21/11/2016: permite transmissões ao vivo, de no máximo uma hora de duração;
  • 22/02/2017: introduz as postagens em carrossel, que possibilitam a publicação de até dez fotos e vídeos em sequência, de uma vez só;
  • 20/02/2018: permite que as empresas marquem os produtos à venda nas fotos;
  • 21/06/2018: lança seu aplicativo de TV móvel – o IGTV;
  • 19/03/2019: apresenta o Google Checkout, que possibilita aos usuários comprarem diretamente no Instagram, sem precisarem serem direcionados a outros sites.

Fontes de receita atuais no Instagram

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Hoje, o Instagram oferece diversas maneiras de as empresas anunciarem em sua plataforma. Dentre suas fontes de receita estão:

Postagens Patrocinadas: são iguais aos posts tradicionais – imagens ou vídeos quadrados ou horizontais – mas possuem a indicação “Patrocinado” e podem conter um botão com chamada para ação que leva à página da empresa.

Esses anúncios são publicados com base em localização, dados demográficos, interesses, comportamentos, públicos personalizados e segmentação automatizada. Ainda são a maior fonte de receita do app, mas provavelmente serão ultrapassadas pelos anúncios em stories.

Os anúncios também podem ser realizados em carrossel, que permite que os usuários passem por uma sequência de até 10 fotos ou vídeos. Isso facilita para as empresas que querem anunciar diversas opções de produtos, por exemplo.

Histórias (stories): são anúncios que aparecem enquanto o usuário transita entre as histórias de quem ele segue. São posts de tela cheia, temporizados, exibidos com o recurso de “deslizar para cima”, que leva o usuário ao site do assinante.

Anúncios do Facebook: a integração entre as redes permite que um usuário do Facebook anuncie no Instagram mesmo que não tenha conta no app de imagens.

Sucesso do Instagram

Como mencionado anteriormente, o sucesso do Instagram não deve à sua originalidade ou pioneirismo. Esse aplicativo não foi o primeiro – nem o décimo – a oferecer uma plataforma de conexão social com publicação de fotos.

No entanto, foi o primeiro que focou em fornecer uma solução simples ao seu cliente, com uma configuração fácil e acessível, além de recursos básicos e úteis, em um aplicativo leve e próprio para ser acesso no celular – em resumo, proporcionou valor ao usuário final.

E, ainda que tenha começado como uma ideia divertida e, aparentemente, sem projeto de monetização – ao menos foi o que os primeiros dois ou três anos mostraram –, pode-se arriscar dizer que o Instagram se tornou o maior veículo publicitário da internet.

Isso porque empresas do mundo todo, desde as lojas locais até as maiores marcas multinacionais têm voltado sua estratégia de marketing online para a plataforma, que permite segmentação total e está – literalmente – na palma da mão do seu público.

Modelo de Negócio do Instagram

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