Modelo de negócio da Stone

Modelo de Negócio da Stone

É seguro dizer que a movimentação das maquininhas de cartões no Brasil nunca esteve tão intensa e audaciosa como nos últimos anos – e especialmente agora em 2019. E um dos mais recentes players a entrar no que os veículos de comunicação e os especialistas da área chamam de “guerra das maquininhas” é a fintech Stone.

A Stone é uma empresa brasileira de meios de pagamento que faz parte do conglomerado Stone.co, com serviço de adquirência através de processadoras de transações, isto é, as famosas máquinas de cartões de crédito, débito e voucher.

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Vamos conhecer, agora, como anda o modelo de negócio da Stone, essa jovem participante que já abocanhou boa parte do mercado brasileiro.

História da Stone

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A história da Stone começa em 2010, quando a Comissão de Constituição de Justiça do Senado e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) quebram o monopólio de exclusividade sobre as máquinas de cartão de crédito no país.

Dois anos depois, nasce a Stone, das mãos de Andre Street e Eduardo Pontes, como uma “adquirente brasileira e independente, com abordagem inovadora e total foco nos empreendedores”, segundo eles mesmos se denominam.

Mas a Stone Pagamentos entra de fato em operação somente em 2014. De 2012 a 2014, a então startup fintech esteve preparando sua entrada no mercado, buscando as licenças de bandeiras como Visa e Mastercard, inclusive.

Em 2015, a Stone já opera em todo o território brasileiro e, em 2016, adquire a Elavon, então quarta maior adquirente no mercado de meios de pagamentos no Brasil.

Já no ano passado, em 2018, a empresa entra na bolsa de valores americana, a NASDAQ, com ações avaliadas em 24 dólares cada. O lançamento de seus títulos na bolsa consegue levantar a cifra de 1,5 bilhão de dólares – a marca mais alta de uma empresa brasileira desde 2013.

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Hoje, a fintech é uma companhia de mais de 3 mil funcionários, com uma base superior a 360 mil clientes e um unicórnio avaliado em cerca de 9 bilhões de dólares!

Como a Stone ganha dinheiro?

Stone

O modelo de negócio da Stone é semelhante ao modelo de negócio de qualquer adquirente e a fintech vem num crescente constante. Atualmente, detém aproximadamente 7% do mercado nacional de adquirência.

Mesmo num mercado de concorrência tão acirrada, a credenciadora teve uma alta de 173% em seu lucro líquido em apenas um ano: foram 63 milhões de reais no segundo semestre de 2018 e 172 milhões no mesmo período de 2019. E as receitas subiram quase 70%.

Isso tudo é consequência do aumento na base de clientes da Stone, o qual cresceu cerca de 80% de 2018 a 2019. Dessa forma, o valor das transações, que alcançavam em torno de 18,5 bilhões de reais no ano passado, bateram os 29,8 bilhões em um trimestre – o que representa cerca de 100 bilhões de reais em transações dentro de um ano.

Mas a Stone não limita sua atuação às transações efetuadas por meio de suas maquininhas de cartões. Desde março de 2019, ela está licenciada para oferecer crédito e financiamento a pequenas e média empresas. Até julho, mais de 3 mil clientes haviam recebido empréstimos, numa soma total superior a 50 milhões de reais.

Além disso, a Stone vem estudando diversas outras soluções para sua base de clientes. seu foco é expandir seus negócios, oferecendo desde serviços financeiros até ferramentas comerciais e softwares de gestão. Segundo eles, qualquer coisa que ajuda no trabalho do empreendedor brasileiro.

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Recentemente, em 30 de julho de 2019, a Stone anunciou uma joint venture com o Grupo Globo. A Globo estará investindo cerca de 461 milhões de reais em mídia, para garantir a promoção da maquininha verde em todo o território brasileiro.

Já a Stone entra com um aporte de 50 milhões de reais, além de toda sua estrutura, tecnologia e experiência no ramo de meios de pagamento, a fim de garantir todo o operacional, suporte técnico e gestão de recursos da empresa. Nesse novo negócio, ficam 67% sob controle da Stone e restam 33% para o Grupo Globo.

O nome da empresa ainda não foi divulgado porque a empresa precisa do aval do Cade para poder começar a operar. O foco dessa parceria está nos profissionais autônomos e microempresários, uma fatia do mercado que tem crescido consideravelmente, especialmente desde a criação da maquininha da PagSeguro, do grupo UOL.

O objetivo da Stone agora será falar a língua de todos esses profissionais espalhados nos diversos cantos do Brasil – e possivelmente ninguém faz isso melhor do que a Rede Globo. Por isso a força dessa associação é inquestionável e tem assustado a concorrência.

Conforme o CEO do Grupo Globo, Jorge Nobrega, a empresa em parceria com a Stone “dará a oportunidade de unir forças para criar uma vitrine para serviços financeiros, impulsionada pelo nosso amplo alcance e profundo conhecimento do cliente brasileiro”, já que a rede de Roberto Marinho atinge mais de 100 milhões de espectadores diariamente no país.

Concorrência ou parceria?

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A ambição da Stone está para enfrentar os dois maiores players do mercado de maquininhas de cartão do país: PagSeguro Digital Ltd e Cielo SA. No entanto, há poucos dias, começaram rumores de que a concorrência poderia vir a se tornar uma parceria com a Cielo.

Desde que a suposta notícia foi publicada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, as ações das duas participantes da guerra das maquininhas tiveram forte crescimento na Bolsa.

Entretanto, a Cielo emitiu uma nota de esclarecimento no dia 17 de setembro negando tal parceria e colocando-se à disposição para quaisquer dúvidas a respeito. Resta, portanto, aguardar os próximos passos da Stone com a Globo em relação a seu novo modelo de negócio.

Modelo de Negócio da Stone

O modelo de negócio da Stone possui o seguinte padrão no business model canvas

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