Modelo de negócio do Enjoei

Modelo de Negócio do Enjoei

O Modelo de Negócio do Enjoei é do tipo marketplace uma vez que incentiva pessoas e pequenos negócios a venderem produtos usados para consumidores. Ao trabalhar como um conector entre vendedores e consumidores, o Enjoei também funciona como uma plataforma multilateral.

No Enjoei, qualquer pessoa de qualquer lugar do Brasil pode vender objetos usados em bom estado, em sua grande maioria produtos de moda. Para fazê-lo, o vendedor faz uma conta no site ou aplicativo e publica anúncios com fotos e descrições dos produtos à venda. Segundo a Central de Ajuda do próprio Enjoei, eles são “o marketplace mais simpático para comercializar roupas, acessórios, móveis, eletrodomésticos e outros objetos.”

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Todo o site aplica essa linguagem mais despojada e informal com os clientes, tanto vendedores quanto compradores, já que o Enjoei nasceu de um blog com essas características e acabou evoluindo para uma plataforma de comércio eletrônico.

Hoje, o marketplace tem mais de quatro milhões de itens cadastrados, acima de 100 mil vendedores ativos e milhares de ofertas sendo analisadas pela Equipe do Enjoei diariamente. Vamos conferir, então, como funciona o modelo de negócio do Enjoei?

Como o Enjoei surgiu

Enjoei

O Enjoei nasceu de um projeto particular há 10 anos, 2009 portanto, quando Tiê Lima foi morar junto com a sua mulher, Ana Luiza McLaren. Ao dividirem a casa, Ana percebeu que ia faltar espaço para as coisas dos dois.

Então, resolveu que era hora de se desfazer de alguns itens que não usava mais – ou que simplesmente não cabiam em seu armário. Para isso, pediu que Tiê verificasse se o endereço “enjoei.com.br” estava disponível.

Dessa ideia, veio o blog Enjoei, que mais tarde viria a se tornar o marketplace de hoje. No início, era apenas um blog de vendas de roupas sem uso dos proprietários, Ana e Tiê, ou de amigos seus. Mas o site começou a ficar cada vez mais conhecido.

Com a fama do Enjoei, cada vez mais amigos pediam para anunciar seus artigos no blog e o casal fundador reconheceu que ali havia uma oportunidade real de negócios. O Enjoei virou marketplace em 2012, com fins de intermediar a venda de itens usados entre pessoas de todo o território brasileiro.

O crescimento da empresa também chamou a atenção de investidores. Com os aportes recebidos ao longo dos anos, o Enjoei veio a se tornar um dos maiores marketplaces do país.

O Enjoei na atualidade

Enjoei

Hoje, além de roupas usadas, também são comercializados produtos novos, de segmentos variados, como eletrônicos, decoração, livros e muitos outros. Além disso, boa parte dos seus usuários mais ativos estão no Enjuapp, o aplicativo mobile da plataforma, com versões para Android e iOS.

Hoje, a empresa fatura milhões de reais anualmente. A diferença do Enjoei para outros marketplaces conhecidos e mais antigos, como o Mercado Livre, por exemplo (fundado em 1999) é o monitoramento que a equipe aplica sobre os itens anunciados.

As ofertas não vão imediatamente para o ar. Antes disso, elas passam por uma avaliação do pessoal da Enjoei para conferir se estão dentro dos parâmetros exigidos pela plataforma.

Fotografias escuras ou de baixa qualidade que não permitem uma boa visualização do estado da peça, produtos de origem duvidosa ou em mau estado de conservação, por exemplo, são recusados e não aparecem no site.

Além disso, há uma lista nos Termos da Uso da empresa, com diversos itens cuja venda não é permitida no Enjoei. Essa lista inclui, por exemplo, medicamentos, animas, moeda corrente, ações, cigarros, armas, comidas e bebidas, entre outros.

O Enjoei recebe mais de 3 mil ofertas por dia. Cerca de 25% desses anúncios são reprovados pela equipe.

A divulgação dos itens vendidos é feita por meio de anúncios no site e no aplicativo, através das redes sociais do Enjoei e seu canal no YouTube e também por um newsletter enviada três vezes por semana aos mais de 700 mil usuários cadastrados na plataforma.

Se não bastasse, o Enjoei firmou uma parceria com o Grupo Globo, que se tornou um dos investidores do marketplace. Dessa parceria, também surgiu o programa “Desengaveta”, em que celebridades vendem itens de seu guarda-roupa e o dinheiro arrecadado é destinado a causas sociais.

Como o Enjoei funciona

Enjoei

Para comercializar itens no Enjoei é bastante simples. O usuário começa clicando em “Quero Vender”, cria uma conta e vai direto para a página de incluir fotos do produto a ser anunciado – máximo de 5 fotos por produto.

Então, é necessário escrever um título e uma descrição. A descrição contém apenas 350 caracteres e devem mostrar informações úteis para a venda, tais como tamanho, medidas, composição, detalhes da peça etc.

O vendedor é o responsável por definir o preço do produto. Mas esse valor deve estar acima do mínimo exigido de R$ 9,00 por artigo. Ao escolher o preço, o anunciante também já é informado de quanto ele receberá após ter a venda efetuada, após o desconto de taxas e comissões do Enjoei.

Por fim, basta selecionar o tipo de frete disponibilizado. Para produtos cujo valor seja inferior a R$ 30,00, a despesa de frete é do comprador. Acima disso, o frete é dividido entre o vendedor e o Enjoei.

Em pedidos com valor entre R$ 30,00 e R$ 149,00, o vendedor paga R$ 5,00 correspondentes ao frete e o restante da despesa fica a cargo do Enjoei. Nos pedidos de R$ 150,00 ou acima, o vendedor paga R$ 10,00 do frete e o Enjoie cobre o resto.

Como o Enjoei ganha dinheiro

Enjoei

O Enjoei tem duas fontes de receita, uma proveniente do usuário que vende seus produtos na plataforma e outra proveniente do usuário que compra itens anunciados no marketplace.

Para vender no Enjoei, o vendedor para uma comissão sobre o valor do produto anunciado. Para produtos cujo preço máximo anunciado for R$ 100,00, a comissão é de 18,5%, mais a taxa administrativa. Para produtos a partir de R$ 101,00, o percentual de comissão sobe para 20%, mais a tarifa correspondente.

Além da comissão, o Enjoei pode cobrar algumas taxas extras relativas à conta do usuário vendedor. Explicando: quando o usuário se cadastra para vender seus produtos, ele cria uma conta no que a plataforma chamada “Enjubank”, onde serão creditados todos os valores que o vendedor receber por seus produtos comercializados.

O vendedor pode fazer saques dessa conta, de valores superiores a R$ 200,00. Quando ele precisar sacar menos do que essa quantia, então o Enjoei cobra uma taxa de R$ 1,50 por saque efetuado.

Ainda, para contas que esteja, sem movimentação por um período igual ou superior a seis meses corridos, o Enjoei cobra uma taxa de R$ 9,99 mensais, para manutenção de cada conta.

Do lado do usuário comprador, a fonte de receita é uma taxa administrativa que varia de acordo com o preço do produto selecionado, partindo de R$ 1,90 até no máximo R$ 13,00. A tarifa mínima (R$ 1,90) é aplicada para produtos que custem até R$ 50,00. A máxima, para produtos entre R$ 201,00 e R$ 1.500,00. Acima desse valor de R$ 1.500,00 não há uma taxa fixa.

O valor da tarifa de serviço é sempre calculado automaticamente no momento da compra e exibido para que o comprador saiba o quanto está pagando ao efetuar sua aquisição.

Novidade: Enjoei Pro

Enjoei

Há cerca de dois anos, o marketplace também lançou um segundo serviço, ainda dentro do seu segmento de negócios, para ajudar quem quer comercializar seus produtos, mas não quer investir tempo nisso, fotografando e anunciando.

No Enjoei Pro, os vendedores podem simplesmente enviar as peças para a plataforma. Os produtos ficam armazenados em um centro de distribuição (CD) em São Paulo e o marketplace se responsabiliza por toda a venda: cataloga, fotografa, estipula o preço, anuncia e, feita a venda, envia ao comprador.

Nessa opção, a comissão do Enjoei sobe para 50%, já que o trabalho fica todo com o pessoal da plataforma, além de uma taxa fixa por item, que varia de R$ 5,00 (para produtos com preço até R$ 100,00) a R$ 13,00 (para preços até R$ 1.500,00). Para produtos acima de R$ 1.500,00, não há uma taxa fixa.

Para realizar esse serviço, o CD conta com 12 estúdios fotográficos, 35 funcionários e capacidade para armazenamento de aproximadamente um milhão de artigos. Por enquanto, o Enjoei Pro está disponibilizado apenas para peças de moda feminina adulta (roupas, bolsas, calçados).

E, na Grande São Paulo e na cidade de Campinas, o Enjoei Pro tem serviço de coleta dos produtos a domicílio. O site ainda não tem previsão para expansão dessa conveniência.

Modelo de Negócio do Enjoei

Veja o modelo de negócio do Enjoei desenhado no Business Model Canvas

Modelo de Negócio do Enjoei

Aportes financeiros

Além das fontes de receita padrão, o Enjoei também recebeu alguns investimentos externos ao longo de seus dez anos de existência. A primeira rodada aconteceu em 2013, por iniciativa dos fundos Monashees Capital e BVP Fundo de Investimento. A rodada somou 28 milhões de reais.

Em 2016, um novo aporte de 20 milhões de reais foi liderado pelo Monashees e pelo Bessemer Venture Partners. Outros investidores anjo também participaram, mas não tiveram seus nomes divulgados.

No final de 2018, foi firmado um contrato de sociedade com o Grupo Globo, com aporte de 22 milhões. Até o final daquele mesmo ano, o Enjoei faturou cerca de 200 milhões de reais e contava com um banco de 7,5 milhões de usuários cadastrados.

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